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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

[Capítulo de Livro] De Nazaré a Anchieta: a ferrovia e o desenvolvimento de um subúrbio carioca (1896-1981)

A finalidade desta pesquisa é oferecer, introdutoriamente, a análise de aspectos da história do bairro de Anchieta, no subúrbio carioca, tendo como ponto inicial a relevância da ferrovia, especificamente a Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), em seu processo de desenvolvimento e inclusão no espaço urbano da cidade do Rio de Janeiro.

Autores: Guilherme Esteves Galvão Lopes e Vitor Guilherme Gonçalves Bispo de Almeida

Clique aqui para ler o texto completo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cine Anchieta

Essa raridade foi garimpada no fotolog Zona Norte, e mostra a fachada do Cine Anchieta, na estrada Marechal Alencastro, no ano de 1958. A foto é do arquivo da Agência O Globo. O prédio abrigou o bazar Flor de Anchieta, e no momento está desocupado.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Relatos

Posto aqui um relato do amigo Evandro Garcia, publicado na comunidade da Escola Paraíba no Orkut:

"Hoje estive em Anchieta e resolvi anotar alguns pontos sobre determinados habitantes, a saber:
1. Antes do Cine Anchieta passar ao Sr. Mario, o proprietário era o Sr. Heroíno. Ali assistíamos a todos os filmes interessantes, inclusive seriados semanais bastante interessantes para a época. Era o melhor do cinema
2. Ao lado, número 4219 existia um armazém dos mais consagrados e completos para a época enfocada. Hoje, apenas um prédio ao acaso.
3. Ao lado anterior, número 4197 era uma vila, com diversas moradias individuais e que se destinavam às famílias. Era saudável e gostoso ali viver. Hoje existe uma porta fechando tudo!
4. Antes dessa vila, funcionavam a Barbearia do Sr. Zuza, que mais tarde originou outro salão, o do Sr. Wantuil, ambos de excelente qualidade. Ao lado do salão do Sr. Zuza, havia a sapataria, do eficientíssimo Sr. Abdon Bispo dos Santos, hábil sapateiro de profissão, a quem confiávamos de olhos fechados nossos sapatos. Hoje, nada mais resta daquela época. Essas informações fazem parte da história do bairro Anchieta.
"

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O melhor de Anchieta

Caros amigos, peço perdão a todos pelo "abandono" do blog, mas o mesmo aconteceu por um único motivo: falta de tempo. Estou retomando as atividades do História de Anchieta, dessa vez contando com alguns colaboradores, que terão a árdua tarefa de nunca deixar o mesmo desatualizado.

Mas voltemos ao tema da postagem. Anchieta, como sabemos, é um bairro grande, populoso, que apesar de não aparecer em guias turísticos ou na novela das 8, tem inúmeras opções de lazer e diversão. E quais são elas?

Bem, isso é você que vai responder. Envie um e-mail para historia.anchieta@gmail.com, dizendo quais os melhores lugares de Anchieta para comer, beber, dançar, sair e se divertir. Todos os locais indicados farão parte de uma enquete aqui no blog.

E aí, o que está esperando? Envie logo, pois o prazo máximo vai até o dia 1º de outubro.

Um grande abraço a todos!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Final Feliz

Essa matéria foi produzida pela site Viva Favela, e publicada no jornal Extra de ontem.
Além de engraçada, é interessante e mostra um pouco da história de uma das maiores comunidades de Anchieta.

Favela Final Feliz, em Anchieta

Antes de se chamar Final Feliz, a favela foi batizada de Morro do Chifrudo, no final dos anos 60 e início dos 70. Segundo os moradores mais antigos, o primeiro nome surgiu a partir de uma história de adultério coletivo. Na época, algumas mulheres da comunidade aproveitavam que seus maridos saíam cedo para trabalhar e convidavam homens de fora da favela para aproveitar as tardes de verão em seus barracos. Mas a fofoca logo se espalhou. Os maridos traídos não fizeram por menos e decidiram se vingar aplicando surras homéricas nas esposas em plena rua principal. Este local ficou conhecido como Rua do Pau Rolou. Já a troca de nome para Final Feliz ocorreu no momento em que as adúlteras foram expulsas da comunidade.

Para que a mudança de ares fosse completa, a tal Rua do Pau Rolou também precisava ser rebatizada. Hoje se chama Rua Severino de Oliveira, em homenagem a um antigo morador, que, ao morrer, deixou como herança sua casa para a construção da atual sede da Assembléia de Deus.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Dúvidas e relatos

Na nossa comunidade do Orkut "História de Anchieta - Rio", o amigo Wagner Brites levantou a questão de uma escola chamada São Luiz Gonzaga, existente em Anchieta. Ela funcionou na rua Cardoso de Castro, 106, em Anchieta.
Em minhas pesquisas, encontrei em um antigo livro chamado "Almanaque Suburbano", depositado no Arquivo Geral da Cidade, uma referência à uma escola na rua Corrêa e Castro. Essa rua não existe mais, quando a Estrada Marechal Alencastro foi aberta essa rua foi "engolida".
Mas não sei se a citação também é correta, já que o nome das ruas era parecido.
Alguém sabe informar sobre isso? Alguém morou nessa rua, sabe de alguma história dessa escola?
Algum amigo quer levantar alguma questão, ou esclarecer alguma dúvida sobre o bairro?
Seja livre para isso, este espaço é seu.

Recebi o contato de Vinicius Vasco, bisneto do Dr. Otacílio Pedro Vasco, elogiando a pequena biografia do mesmo postada em um tópico anterior.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Personagens do bairro: Otacílio Pedro Vasco

Talvez a maioria das pessoas que transitam pela rua Octacílio Pedro Vasco não saiba quem foi o homenageado. Nascido em 5 de março de 1897, no bairro do Catumbi.

Em 1914 ingressou na Faculdade de Farmácia do Rio de Janeiro (FFRJ). No mesmo ano foi trabalhar como servente na Farmácia São Joaquim na rua Larga, atual avenida Marechal Floriano, e pelo mérito de promoções chegou a farmacêutico. Em 1917, formou-se farmacêutico e continuou a trabalhar no mesmo emprego. Em 1925, a convite do Dr. Iron de Melo Valente, veio para Ricardo de Albuquerque, chefiar sua farmácia na avenida Nazaré.

Incentivado pelo mesmo, resolveu fazer o vestibular de medicina. Foi aprovado, ingressando no mesmo ano na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ajudado pelo amigo, Dr. Iron, com horário especial, conseguia freqüentar as aulas da faculdade. Logo depois, formou-se clínico geral, montando um consultório em Anchieta, na estrada Gal. Tasso Fragoso, hoje Marechal Alencastro, conseguindo uma boa clientela.

Em 1926 casou-se com Sylvia Torres, indo morar no mesmo endereço do consultório. Em 1968, por motivos de saúde, aposentou-se. Por conveniência da família foi morar na rua Arnaldo Murinelli, nº 76, no mesmo bairro onde veio a falecer no dia 29 de maio de 1973. Na sua brilhante carreira, dedicou-se também à filantropia.


domingo, 13 de janeiro de 2008

Nos primórdios...

Este é um achado histórico: a antiga estação de Anchieta. A foto não tem data, é rara e de grande valor histórico. Supõe-se que seja das primeiras décadas do século passado. Agradeço ao sr. Valnei Galvão Lopes pela cópia.
A estação de Anchieta foi inaugurada em 1° de outubro de 1896, com o nome de Nazareth. O nome vem fazenda Nazareth, pertencente originalmente a Oliveira Braga. As terras do engenho Nazareth faziam divisa com a Fazenda de São Mateus, pertencente a João Alvares Pereira, que tinha limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André S. Mateus, entre a mata da Cachoeira (rio Pioim) até parte da serra da Maxambomba (atual Nova Iguaçu). De acordo com mapas antigos, os limites do engenho Nazareth eram os Rios Piraquara, Pavuna e Meriti, fazendo vizinhança com os engenhos São Matheus, Brejo, Inhamaçu e Gericinó.
Pouco se sabe da história de Oliveira Braga e seus descendentes, e nem o que foi feito do engenho Nazareth após sua morte. Entre meados do século XVII e fins de século XIX, há um imenso espaço em branco em nossa história. O que se sabe após esse período é que seu último dono foi Luiz Costa, que a administrava com seus filhos Flávio e Silvio Costa.
O nome da fazenda Nazareth influiu, inclusive, no nome da atual Igreja existente na praça de mesmo nome, muito embora no mesmo local, tenha havido 3 igrejas, sendo que a primeira era a Capela da Casa Grande da Fazenda, cujas missas eram celebradas pelo Padre Miguel, o qual vinha de Realengo para celebrá-la.
No que se refere à fazenda Sapopemba, também conhecida por São Bernardo, cujos donos são desconhecidos, fazia divisa com o Campo do Gericinó (ou Mata do Governo).
A fazenda Sapopemba era formada pelas terras de que hoje é parte de Parque Anchieta e Campo do Gericinó. As duas grandes fazendas tinham ligação com Deodoro através de uma ferrovia para transporte de cargas que passava pelo Parque Anchieta num desfiladeiro, chamado “Rasgão”, hoje inexistente, que ligava o que hoje é Ricardo de Albuquerque ao nosso bairro.

continua...