domingo, 6 de abril de 2008

1ª Mostra de Curtas em Ricardo de Albuquerque

1ª Mostra de Curtas em Ricardo de Albuquerque
Dia 08/04/08 as 19:00 na Praça Cláudio de Souza

Curadoria: Luiz Claudio Motta Lima
Produção: Alexandre Ferreira/Anderson Machado

“O SUBÚRBIO NO TREM” de Hugo Labanca.
Experimental. 3 min.
O subúrbio pelo ponto de vista do trem novo, aquele com ar condicionado, que nem metrô, mas que guarda a sua especificidade como transporte da população trabalhadora.
“O PEDREIRO LITERÁRIO” de Luiz Claudio Lima
Documentário. 20 min.
Evando dos Santos é um pedreiro que montou uma biblioteca em sua casa e Oscar Niemayer fez o projeto para uma Biblioteca, que ganhou verbas do BNDES.
“UM LUGAR CHAMADO QUITUNGO” Coletivo Núcleo de Arte Grécia
Animação. 4 min.
Pedro e Ramon não gostam do lugar onde moram, mas quando encontram um senhor de idade tudo muda.
“ALIENAÇÃO” de Luiz Cláudio Lima, Vítor Pereira e Leonardo Machado
Clipe. 4 min.
Jovem tenta produzir o vídeo clipe da banda Ventania.
“O SOL E A CHUVA”, de Laura Bezerra Lima
Animação. 4 min.
Rosinha tem uma pergunta que encasqueta sua cabecinha: Quem é mais importante: o sol ou a chuva.
“A MELHOR MANEIRA” de Josias Pereira
Ficção. 9 min.
Dois amigos aguardam o momento de executar um ex-amigo.
“ANALFABETO POLÍTICO” de Josias Pereira
Experimental. 1 min.
Enquanto limpa a escola um homem tenta ler no quadro o texto “Analfabeto Político”.
“O SENTIDO DA VIDA” de Paola Teles
Experimental. 1 min.
As condições socioeconômicas da população brasileira através do Rap do Gabriel o Pensador.
“O FILME DO ROUBO DO ROUBO DA LOJA DE FILME” de Marcelo Yuka; Júlio Pecly, Paulo Silva
Ficção. 6 min.
O assalto a uma locadora é registrado por um celular e circuito interno de vídeo.
‘O CAMPIM”, de Jeferson Oliveira (Don); Eduardo Dorneles (BR)
Documentário. 17 min.
O “campim” de futebol é palco de várias histórias da comunidade do complexo do Alemão.
“SAÍDA ZERO” de Alexandre Ferreira
Experimental.
A eterna busca pelo caminho certo.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Dúvidas e relatos

Na nossa comunidade do Orkut "História de Anchieta - Rio", o amigo Wagner Brites levantou a questão de uma escola chamada São Luiz Gonzaga, existente em Anchieta. Ela funcionou na rua Cardoso de Castro, 106, em Anchieta.
Em minhas pesquisas, encontrei em um antigo livro chamado "Almanaque Suburbano", depositado no Arquivo Geral da Cidade, uma referência à uma escola na rua Corrêa e Castro. Essa rua não existe mais, quando a Estrada Marechal Alencastro foi aberta essa rua foi "engolida".
Mas não sei se a citação também é correta, já que o nome das ruas era parecido.
Alguém sabe informar sobre isso? Alguém morou nessa rua, sabe de alguma história dessa escola?
Algum amigo quer levantar alguma questão, ou esclarecer alguma dúvida sobre o bairro?
Seja livre para isso, este espaço é seu.

Recebi o contato de Vinicius Vasco, bisneto do Dr. Otacílio Pedro Vasco, elogiando a pequena biografia do mesmo postada em um tópico anterior.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Mais uma vez nosso bairro aparece na imprensa desse jeito...

23/2/2008 08:15:00 Homem é encontrado morto com tiros na cabeça em Anchieta
Celso Brito
Rio - Um homem ainda não identificado, foi encontrado morto com tiros na cabeça na noite desta sexta-feira na Rua Javatá, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. O corpo foi encontrado por moradores da localidade que avisaram anonimamente para a polícia. Policiais do 14º BPM (Bangu) foram ao local e encontraram o cadáver que tinha as mãos amarradas para trás. A polícia não encontrou testemunhas e não há informações sobre a autoria do crime. O registro do caso foi feito na 39ª DP (Pavuna).

Fonte: http://odia.terra.com.br/rio/htm/homem_e_encontrado_morto_com_tiros_na_cabeca_em_anchieta_153158.asp

Até quando seremos tratados com descaso pelas autoridades? Pagamos impostos, somos seres humanos, merecemos respeito e dignidade.
Chega de abandono!!!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Personagens do bairro: Otacílio Pedro Vasco

Talvez a maioria das pessoas que transitam pela rua Octacílio Pedro Vasco não saiba quem foi o homenageado. Nascido em 5 de março de 1897, no bairro do Catumbi.

Em 1914 ingressou na Faculdade de Farmácia do Rio de Janeiro (FFRJ). No mesmo ano foi trabalhar como servente na Farmácia São Joaquim na rua Larga, atual avenida Marechal Floriano, e pelo mérito de promoções chegou a farmacêutico. Em 1917, formou-se farmacêutico e continuou a trabalhar no mesmo emprego. Em 1925, a convite do Dr. Iron de Melo Valente, veio para Ricardo de Albuquerque, chefiar sua farmácia na avenida Nazaré.

Incentivado pelo mesmo, resolveu fazer o vestibular de medicina. Foi aprovado, ingressando no mesmo ano na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ajudado pelo amigo, Dr. Iron, com horário especial, conseguia freqüentar as aulas da faculdade. Logo depois, formou-se clínico geral, montando um consultório em Anchieta, na estrada Gal. Tasso Fragoso, hoje Marechal Alencastro, conseguindo uma boa clientela.

Em 1926 casou-se com Sylvia Torres, indo morar no mesmo endereço do consultório. Em 1968, por motivos de saúde, aposentou-se. Por conveniência da família foi morar na rua Arnaldo Murinelli, nº 76, no mesmo bairro onde veio a falecer no dia 29 de maio de 1973. Na sua brilhante carreira, dedicou-se também à filantropia.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

LEIA COM ATENÇÃO

ATENÇÃO:

Esse blog é fruto de um trabalho sério que faço há quase 6 ANOS. Muita pesquisa, vários dias escrevendo, e até mesmo anos, somente para achar uma simples foto rara. Isso não é brincadeira, eu encaro como missão.

Então por favor:
CASO VOCÊ COPIE O CONTEÚDO DESTE BLOG, POR FAVOR, NÃO O POSTE EM SEU BLOG OU SITE COMO SE TIVESSE SIDO VOCÊ O AUTOR. ESSE É UM DOS MOTIVOS PELOS QUAIS POUCAS PESSOAS SE INTERESSAM POR ESSE TIPO DE TRABALHO. VOCÊ NÃO ESTÁ PROIBIDO DE COPIAR NADA, APENAS, POR FAVOR, CITE A FONTE!

OBRIGADO!!!

domingo, 13 de janeiro de 2008

Nos primórdios...

Este é um achado histórico: a antiga estação de Anchieta. A foto não tem data, é rara e de grande valor histórico. Supõe-se que seja das primeiras décadas do século passado. Agradeço ao sr. Valnei Galvão Lopes pela cópia.
A estação de Anchieta foi inaugurada em 1° de outubro de 1896, com o nome de Nazareth. O nome vem fazenda Nazareth, pertencente originalmente a Oliveira Braga. As terras do engenho Nazareth faziam divisa com a Fazenda de São Mateus, pertencente a João Alvares Pereira, que tinha limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André S. Mateus, entre a mata da Cachoeira (rio Pioim) até parte da serra da Maxambomba (atual Nova Iguaçu). De acordo com mapas antigos, os limites do engenho Nazareth eram os Rios Piraquara, Pavuna e Meriti, fazendo vizinhança com os engenhos São Matheus, Brejo, Inhamaçu e Gericinó.
Pouco se sabe da história de Oliveira Braga e seus descendentes, e nem o que foi feito do engenho Nazareth após sua morte. Entre meados do século XVII e fins de século XIX, há um imenso espaço em branco em nossa história. O que se sabe após esse período é que seu último dono foi Luiz Costa, que a administrava com seus filhos Flávio e Silvio Costa.
O nome da fazenda Nazareth influiu, inclusive, no nome da atual Igreja existente na praça de mesmo nome, muito embora no mesmo local, tenha havido 3 igrejas, sendo que a primeira era a Capela da Casa Grande da Fazenda, cujas missas eram celebradas pelo Padre Miguel, o qual vinha de Realengo para celebrá-la.
No que se refere à fazenda Sapopemba, também conhecida por São Bernardo, cujos donos são desconhecidos, fazia divisa com o Campo do Gericinó (ou Mata do Governo).
A fazenda Sapopemba era formada pelas terras de que hoje é parte de Parque Anchieta e Campo do Gericinó. As duas grandes fazendas tinham ligação com Deodoro através de uma ferrovia para transporte de cargas que passava pelo Parque Anchieta num desfiladeiro, chamado “Rasgão”, hoje inexistente, que ligava o que hoje é Ricardo de Albuquerque ao nosso bairro.

continua...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Economia de Anchieta

Na indústria e comércio, nosso bairro não é dos mais desenvolvidos, mas possui um grande número de supermercados, papelarias e lanchonetes. As áreas em que o comércio melhor se desenvolve são as Estradas do Engenho Novo e Rio do Pau, que também contam com pizzarias e lojas de materiais de construção; as Praças Granito e Nazaré, onde se localizam pizzarias, bares e churrascarias; a Estrada Mal. Alencastro, com grande número de postos de gasolina e oficinas mecânicas; e a Avenida Nazaré, com papelarias e lojas de móveis. Na Avenida Nazaré se localizam ainda o único banco do bairro (Caixa Econômica) e os Correios.
Não se sabe ao certo o quanto de impostos relativos ao comércio e indústria se arrecada no bairro, mas tem-se certeza de que pouco é investido. Prova disso é o número reduzido de firmas de médio e grande porte, e a falência de micro e pequenas empresas.
Anchieta já teve curtume, fábrica de tintas (Brascoat), indústrias têxteis, fábricas de velas, produtos alimentícios (Biscoitos Frank), pré-moldados de cimento e até mesmo feiras de artesanato.
De significativo hoje, o bairro tem a fábrica da Gerdau, as viações de ônibus Auto Diesel e Pavunense e a fábrica de artigos de cimento A. Costa Mendes. O bairro tem um potencial muito grande, um público consumidor considerável, mão-de-obra abundante, e grandes terrenos vazios que não são aproveitados para nada.
Resta ao poder público fazer os investimentos necessários para que esse potencial seja aproveitado em favor da população do bairro, gerando emprego e renda, e fortalecendo a nosso economia.

domingo, 18 de novembro de 2007

Curiosidades sobre o bairro

Anchieta pertenceu ao município de Nova Iguaçu até o início do século XX, juntamente com Nilópolis, Mesquita e São João de Meriti.
A maior praça do subúrbio carioca se localiza aqui, a Granito.

Devido ao clima agradável, D. Pedro II queria construir no bairro um sanatório para tratamento de tuberculos
os.
Metade do bairro está na Zona Norte, e outra metade na Zona Oeste.

A partir de Baixada Fluminense, Anchieta é o primeiro bairro do Rio de Janeiro, e uma de suas principais portas de entrada.

Um dos maiores assentamentos de sem-teto do Rio de Janeiro foi realizado na região (Pqe. Esperança/ Tiradentes/ Final Feliz).

A passagem de pedestres (ou simplesmente o túnel de Anchieta) foi inaugurada pelo então presidente Getúlio Vargas no início da década de 50.

Diz-se que havia na região da praça Itanhomi (Mariópolis) um grande cemitério indígena, daí a origem dos nomes de grande parte das ruas da região (Aiacá, Aiúba, Juarana, Cracituba, Aripuá, Japoara, Araçá, etc.)

A nascente do Rio Pavuna se localiza na área militar do Gericinó, nas divisas entre Anchieta, Realengo e Nilópolis.

O Parque Anchieta é um dos poucos bairros do subúrbio com expectativa de vida maior que a média da cidade (66,6 anos).

Crédito da foto: Anderson (site Estações Ferroviárias)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Nomes de ruas

Alguns nomes de ruas dos bairros de Anchieta e Ricardo de Albuquerque, todos de origem tupi-guarani:

Abaúna: rio da cidade, água
Acarape: "dos Acarás" (tipo de peixe)
Acari: tipo de peixe com escamas ásperas
Aiúba: abraço
Araçá: fruto de época, tempo
Aripuá: rede enrolada
Aroeira: árvore velha
Barueri: flor vermelha que encanta
Beberibe: lugar onde cresce a cana
Gitirana: cigarra
Guanandi: o que é grudento
Igarapé: pequeno curso d'água
Igarité: canoa de vulto
Itaici: designação a todo tipo de vale
Itajobi: pedra verde
Itanhomi: pedra escondida
Itatiaia: pedra cheia de pontas
Jaboticabal: derivado de jabuticaba (comida de jabuti)
Jaguará: o que devora (cachorro, lobo, gato, onça)
Jaruvá: certo tipo de palmeira
Juarana: se parece com Jucá
Samambaia: aquele que se torce em espiral
Tapuia: designação antiga dada pelos tupis aos gentios inimigos, índio bravio
Taquaraçu: taboca gigante
Umbuzeiro: derivado de umbu (imbu)