Dia 08/04/08 as 19:00 na Praça Cláudio de Souza
Produção: Alexandre Ferreira/Anderson Machado
Talvez a maioria das pessoas que transitam pela rua Octacílio Pedro Vasco não saiba quem foi o homenageado. Nascido em 5 de março de 1897, no bairro do Catumbi. Em 1914 ingressou na Faculdade de Farmácia do Rio de Janeiro (FFRJ). No mesmo ano foi trabalhar como servente na Farmácia São Joaquim na rua Larga, atual avenida Marechal Floriano, e pelo mérito de promoções chegou a farmacêutico. Em 1917, formou-se farmacêutico e continuou a trabalhar no mesmo emprego. Em
Incentivado pelo mesmo, resolveu fazer o vestibular de medicina. Foi aprovado, ingressando no mesmo ano na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ajudado pelo amigo, Dr. Iron, com horário especial, conseguia freqüentar as aulas da faculdade. Logo depois, formou-se clínico geral, montando um consultório em Anchieta, na estrada Gal. Tasso Fragoso, hoje Marechal Alencastro, conseguindo uma boa clientela.
Em 1926 casou-se com Sylvia Torres, indo morar no mesmo endereço do consultório. Em 1968, por motivos de saúde, aposentou-se. Por conveniência da família foi morar na rua Arnaldo Murinelli, nº 76, no mesmo bairro onde veio a falecer no dia 29 de maio de 1973. Na sua brilhante carreira, dedicou-se também à filantropia.
Este é um achado histórico: a antiga estação de Anchieta. A foto não tem data, é rara e de grande valor histórico. Supõe-se que seja das primeiras décadas do século passado. Agradeço ao sr. Valnei Galvão Lopes pela cópia.Na indústria e comércio, nosso bairro não é dos mais desenvolvidos, mas possui um grande número de supermercados, papelarias e lanchonetes. As áreas em que o comércio melhor se desenvolve são as Estradas do Engenho Novo e Rio do Pau, que também contam com pizzarias e lojas de materiais de construção; as Praças Granito e Nazaré, onde se localizam pizzarias, bares e churrascarias; a Estrada Mal. Alencastro, com grande número de postos de gasolina e oficinas mecânicas; e a Avenida Nazaré, com papelarias e lojas de móveis. Na Avenida Nazaré se localizam ainda o único banco do bairro (Caixa Econômica) e os Correios.
Não se sabe ao certo o quanto de impostos relativos ao comércio e indústria se arrecada no bairro, mas tem-se certeza de que pouco é investido. Prova disso é o número reduzido de firmas de médio e grande porte, e a falência de micro e pequenas empresas.
Anchieta já teve curtume, fábrica de tintas (Brascoat), indústrias têxteis, fábricas de velas, produtos alimentícios (Biscoitos Frank), pré-moldados de cimento e até mesmo feiras de artesanato.
De significativo hoje, o bairro tem a fábrica da Gerdau, as viações de ônibus Auto Diesel e Pavunense e a fábrica de artigos de cimento A. Costa Mendes. O bairro tem um potencial muito grande, um público consumidor considerável, mão-de-obra abundante, e grandes terrenos vazios que não são aproveitados para nada.
Resta ao poder público fazer os investimentos necessários para que esse potencial seja aproveitado em favor da população do bairro, gerando emprego e renda, e fortalecendo a nosso economia.
Anchieta pertenceu ao município de Nova Iguaçu até o início do século XX, juntamente com Nilópolis, Mesquita e São João de Meriti.